Tenente japonês Onoda, o ‘‘último dos samurais’’

– Você “mexe” com esse negócio de jornal, né? – Perguntou meu amigo Massuki Kanashiro, durante uma conversa numa noite de junho de 1975.

 

– É. Sou repórter no jornal Correio do Estado.

 

– Você sabia que na Colônia Jamic mora aquele japonês que viveu 30 anos escondido na selva?

 

– Como é que é?

 

– Verdade. Aquele que achou que a guerra não tinha acabado e ficou morando na selva.

– O japonês que entregou a espada para o Ferdinando Marcos, da Filipinas?

– Esse mesmo. Está morando bem perto daqui. Tem uma fazenda lá perto da colônia.

 

Massuki estava se referindo a Hiroo Onoda, um tenente japonês do Serviço Secreto, que, na Segunda Guerra Mundial, recebera a missão de fazer a contraespionagem. Quando o conflito terminou, ele estava só e ainda  se mantinha “sob as ordens” do seu comandante, ao ser enviado para a missão:  fazer de tudo para derrotar os inimigos e não se entregar em hipótese alguma. Depois de muitas tentativas das pessoas que o procuravam na selva, decidiu pela aproximação. Rendeu-se somente quando ouviu a ordem, em  1972, daquele que havia sido seu comandante, em 1942, para que entregasse às armas.

 

Os pais de Massuki moravam na Colônia Jamic, no município de Terenos, uma grande produtora de ovos; e, ao visitá-los, tomou conhecimento sobre o ilustre morador. Naquela conversava, ele me dava uma pauta sensacional, uma história magnífica.

 

Acompanhado de Massuki e do seu irmão Eiji, que seria nosso intérprete, Hordonês Rodrigues Echeverria, Montezuma Cruz e eu seguimos para Terenos, ao encontro daquele que passamos a denominar entre nós de “o último dos samurais” (alusão à elite guerreira do período feudal do Japão, em que disciplina, lealdade e exímia habilidade com o sabre eram suas características principais).

 

Chegamos à fazenda. Quem nos recebeu foi Tadao, irmão mais velho de Hiroo Onoda, que apareceu em seguida. O intérprete entrou em ação para as devidas apresentações. A partir daí, passamos a ser tratados como velhos conhecidos.

 

Como estava acostumado às entrevistas, pois tinha se tornado uma celebridade internacional, percorrendo vários países e contando sua história, Onoda respondia a todas as perguntas com tranquilidade. Entre um gole e outro de chá-verde, ficamos sabendo que sua propriedade tinha 520 hectares – estava ainda sendo desmatada –, em que investiria na pecuária. A área foi comprada três anos depois de ter “se rendido” e deposto as armas.

 

Mas por que tinha ficado três décadas escondido na selva? Hiroo Onoda deu um leve sorriso e, com o livro de sua autoria em mãos, “Trinta Anos de Minha Guerra”, contou sua história.

 

Eis trechos da reportagem publicada na edição do dia 15 de julho de 1975: “Com o ataque americano no Mar do Sul da China e ignorando que a guerra ia chegando ao fim, Onoda fugiu para as matas da Ilha Lubang – 140 quilômetros de Manilla –, escondendo-se numa região montanhosa de 600 metros de altitude. Dormia no chão e, quando chovia, abrigava-se numa choça de madeira nativa que construiu junto a três companheiros que ali também se refugiavam. Comiam bananas com casca, coco, jaca, mandioca, goiaba e outras frutas.

 

Quando saqueavam pequenas aldeias em Lubang, Onoda e os três amigos abatiam reses bovina, geralmente de pouco peso. A carne dava para a subsistência durante um ano. Às vezes, tornava-se impossível conseguir bezerros e vacas, e Onoda caçava búfalos e cavalos, transformando-os em carne-seca. Cada animal abatido dava uns 150 ou 200 quilos e carne.

 

A única preocupação de Onoda foi com seus companheiros, que aos poucos foram desaparecendo: antes do final da guerra, eram quatro. Akatsu, Shimada, Kozuka e Onada, embrenhando-se mata adentro. Cinco anos mais tarde, ficaram três; para, em 1954, o grupo ficar reduzido a Onoda e Aktsu. Onoda ficou sozinho durante um ano e meio. Akatsu partiu em 1971 para o Japão, tão logo descobriu que a guerra havia terminado, por meio de uma carta deixada por desconhecidos (a pedido de familiares), numa caixa, nas proximidades da ilha. Shimada e Kozuka morreram fuzilados, ao tentarem abandonar a ilha, depois de alcançar a costa. Guardando cocos, Onoda sabia o dia da semana e do mês, orientando-se também pela posição da Lua. Ele conseguiu um aparelho de rádio, furtando-o de uma patrulha costeira filipina, embora não pudesse captar datas na emissoras que sintonizava: Londes, Austrália, Moscou, Coreia, China e Japão. Onoda entrou para a ilha munido de um fuzil e um estoque de 400 cartuchos. Agora, em Mato Grosso, utiliza apenas armas leves para duas caçadas. (…). O fuzil que guardou durante longos anos, Onoda entregou ao presidente Ferdinando Marcos, das Filipinas em 1972.(…)”.

 

 

Ele se casou com Machie, que veio do Japão, no Cartório Santos Pereira, em Campo Grande. Voltou para seu país, onde criou uma fundação para atender jovens dependentes químicos. Recebeu o título de Cidadão Sul-Mato-Grossense, pela iniciativa do então deputado Akira Otsubo, em 14 de dezembro de 2004. Faleceu aos 91 anos, em 16 de janeiro de 2014, em Tóquio.

 

(Publicado originalmente no jornal diário Correio do Estado)

 

Velhas conhecidas

FAUSTO BRITES

 

Madame Direita chegou à cafeteria com a empáfia que lhe era peculiar. Tinha um encontro com uma velha conhecida. Entrou no luxuoso salão, olhou discretamente para os lados e dirigiu-se para uma mesa. Povo, o garçom mais antigo da casa, aproximou-se:

– Em que posso servi-la, madame?

Direita empertigou-se e disse:

– Povo, aguardo aquela minha conhecida. Vê se não me incomode até que ela chegue.

Povo retirou-se pensativo. Passados alguns minutos, surge uma esbaforida Esquerda:

– Demorei, mas cheguei – disse, enquanto puxava uma cadeira. Direita, irritada, não se conteve:

– Atrasada como sempre, né Esquerda?

A resposta veio curta e grossa:

– Raivosa como sempre, né Direita?

– Vamos ao que interessa Esquerda – disse a Direita, pegando a piteira e abrindo a cigarreira.

– Aceita um cigarro?

– Preferia, na verdade, um charuto cubano, mas faço uma concessão.

Povo aproxima-se e gentilmente fala:

– Desculpe-me senhoras! É proibido fumar.

As duas olham com desdém para ele e, num uníssono, dizem:

– Povo, desde quando você manda? Ponha-se no seu lugar.

Povo afasta-se, novamente pensativo.

Direita diz, categórica:

– Esquerda, chamei você aqui porque anda pegando pesado contra mim. Críticas têm limites, né?

– Ora, Direita, estamos no mesmo barco, porque você também acaba comigo quando abre a boca.

– Precisamos nos entender, Esquerda.

– Entre nós, tudo bem. Mas lá fora não tem jeito.

– Não venha, Esquerda, você novamente com essa história de voz rouca das ruas.

– Direita, Direita! Saiba entender o momento.

– Ora Esquerda, sem essa Direita aqui, você não é nada.

– Querida Direita, você é quem, sem essa amiga aqui,  pode cair pelas  tabelas.

– Acho que não vamos nos entender. É uma discussão estéril – reconhece a Direita.

– Estéril sim e sabe por quê? Anote aí: Direita e Esquerda são hipócritas – afirma a Esquerda.

– Nossa! Acertou na mosca. Somos irmãs siamesas da política. Vamos fazer tim-tim? –  propõe a Direita.

Brindam, sorrindo.

– Agora, ao que interessa. Estou sem dinheiro – diz a Esquerda.

– Eu também. Mas não se preocupe. Vamos pendurar a conta.

Direita chama:

– Povo, venha até aqui. Vamos assinar nota. Pagamos depois.

– Mas se as madames assinarem, eu vou ter que pagar a conta.

– Você não está acostumado a pagar a conta, Povo? Mais uma não vai te matar – diz a Esquerda.

– A Demagogia está aí? Chame ela aqui –  determina a Direita ao Povo.

Demagogia se aproxima, solícita.

– Esquerda, Direita, que bom ver vocês. O que mandam?

– Nós precisamos sair daqui, mas de maneira discreta. Não quero ser vista com a Esquerda e, com certeza, a Esquerda não quer ser vista com “euzinha”, a Direita. Será que não dá para a gente usar a Conveniência?

– A Conveniência? É claro “amore”. Vou chamar a Corrupção, que ela mostrará a nova saída para vocês. Ela vive inventando novas saídas. Vai dar tudo certo.

Dito isso, soltou uma gargalhada.

Corrupção se aproxima, cumprimenta a Esquerda e a Direita. Sem fazer comentários, a Corrupção leva Direita e Esquerda por um corredor mal-iluminado até a Conveniência e indica duas portas opostas. Ordena, com um sorriso irônico:

– Direita, use a esquerda. Esquerda, use a direita.

 

(Publicada originalmente no jornal diário Correio do Estado)

O lavrador e seu ‘‘pote de ouro’’ enterrado

FAUSTO BRITES

 

A notícia espalhou-se rapidamente. Um lavrador de 68 anos teria encontrado tesouro enterrado numa fazenda, na saída para Três Lagoas. O caso do “pote de ouro” veio à tona quando um dos filhos do felizardo foi à delegacia de polícia e falou sobre o assunto, que virou o comentário principal de moradores da região e, inclusive, em Campo Grande.

 

O filho do lavrador disse ao Correio do Estado que o pai sempre teve convicção de que nas proximidades de uma rocha, na propriedade rural, havia algo enterrado.

 

No início de agosto de 1975, decidiu, em companhia de um neto de 27 anos, fazer a escavação e encontrou o “tesouro”, que o deixou “entusiasmado, preocupado e meio fora de si”. Ele teria aberto e visto “coisas brilhantes”, e imaginou que fosse ouro puro. O imaginário das pessoas funcionou de maneira rápida: para umas, eram moedas de ouro; para outras, moedas esterlinas. Já, muitas encaravam o assunto com certa reserva.

 

A entrevista com o filho do lavrador foi publicada na edição de 9/10 de agosto com o título “Lavrador descobriu ouro na fazenda”. Ele contou que o pai decidiu cercar portas e janelas da casa para manter distância dos curiosos, afirmando que só receberia autoridades, queixando-se que de uma hora para outra “todo mundo quer agora bancar o curioso”. O dono do “pote de ouro” era considerada uma pessoa sistemática, “do contra”, e que havia, semanas antes, sido detido na Delegacia Central de Polícia, em Campo Grande, por ter brigado com a esposa.

 

A nora do lavrador disse que nunca imaginou que realmente pudesse existir o tesouro nas proximidades da rocha. Contou que muitas vezes amarrou seu cavalo no local. Deu a entender que duvidava das palavras do sogro.

 

O lavrador e o filho tinham convicção de que um tesouro havia sido encontrado e, enfim, informaram às pessoas que o “pote” era quatro latas com os “objetos preciosos” em seu interior. Permitiam até que pegassem, mas sem abri-las.

 

Quando tomou conhecimento de que o pai tinha encontrado o tesouro, uma de suas filhas foi à fazenda para convencê-lo a viajar para Campo Grande, onde poderia descansar e desfrutar dos benefícios que o “pote” poderia proporcionar.

 

Na propriedade, depois de conversar com o pai e demais familiares, pediu ao pai que a levasse até onde o tesouro estava guardado. Queria ao menos ter conhecimento do que se consistia o achado, alvo de tantos comentários.

 

Mas qual seria o desfecho do achado do “pote de ouro”?

 

Vamos a ele: Na edição do dia 11 de agosto, o Correio do Estado trouxe a verdadeira história com o título: “Tesouro de lavrador só foi tapeação”. Segundo a reportagem, a filha, ao abrir as latas, “além do susto, frustrou-se com o que observara: ali estava um punhado de capim, terra e cacos de vidro brancos e esverdeados”. O lavrador “triste, sem palavras” tinha sido vítima de um golpe. Arquitetando um plano, o golpista disse que no local havia o tesouro e planejou a escavação.

 

De acordo com a reportagem, “Dali, 4 latas foram retiradas. As mesmas latas que o larápio havia enterrado às escondidas. Seguidamente, o tal sujeito avisou (…) que viajaria para o Rio, onde convocaria alguns agentes da Polícia Federal. Só que não ficou só nisso: pediu dinheiro para o lavrador, que lutou com dificuldades, mas conseguiu. E lá se foi o farsante, levando quase 5 mil cruzeiros (…)”.

 

Outro trecho da reportagem: “A história do tesouro percorreu a fazenda e chegou a Campo Grande, onde muita gente chegava a acreditar pelo depoimento do genro e de um dos filhos de (…). Numa cerimônia que foi realizada dentro de uma capela, as 4 latas foram batizadas.

 

Abrindo um pouco uma delas, o lavrador sentia emoção, ao ver a luminosidade daquele que imaginava que fosse um tesouro”. A lábia do golpista fez com que o homem não abrisse as latas enquanto as “autoridades” não viessem.

 

Além disso, quando o caso veio à tona, foi omitido pela vítima o fato de que havia mais uma personagem no achado: o homem que o induziu a fazer a escavação.

 

Caso a filha não decidisse abrir as latas, a vítima continuaria com a ilusão de ter ficado rico com o tesouro encontrado aos “pés de uma rocha”. A reportagem do Correio do Estado encerrou-se da seguinte forma: “Acabou-se, agora, o sonho (…), que volta à sua condição de lavrador, com mais problemas para resolver: pagar a dívida e tentar descobrir o golpista, que deve estar bem longe de Mato Grosso”.

 

 

(Publicado originalmente no jornal diário Correio do Estado)

”Barãozinho”, infância interrompida com 6 tiros

Fausto Brites

 

Na madrugada do dia 3 de março de 1980, numa estrada vicinal que demandava a Rochedinho, o motorista de um ônibus intermunicipal viu, às margens, um corpo. Ao chegar a Campo Grande, avisou o Comando da Polícia Militar, que enviou uma equipe para o local e fez a comunicação
ao delegado de plantão da Polícia Civil.

 

No local, o reconhecimento da vítima foi de
imediato, mesmo não portando nenhum documento: tratava-se de um garoto de 12
anos, conhecido como “Barãozinho” e com diversas passagens pelas delegacias, acusado de furto de veículos. Ele foi executado com seis tiros, sendo dois no tórax, dois na
barriga, um deles atrás da orelha direita e outro, à queima roupa, na face, do lado direito.

 

Avisado por uma fonte da Polícia logo pela manhã, saí da redação do Correio do Estado, na Rua 14 de Julho, e me desloquei para o necrotério, que era na Rua Rui Barbosa (na mesma área da Santa Casa) e onde se realizavam as autópsias. Minutos depois, chegou o delegado Alair Fernando das Neves, do Setor de Investigações da Delegacia Central da Polícia, que não conteve o choro quando viu o corpo da garoto. “Que maldade que fizeram com essa criança”, disse, soluçando.

 

O delegado tinha dado muitos conselhos para “Barãozinho”. Todas as vezes que o
garoto era apreendido, Alair conversava com ele e pedia  para que voltasse a morar com
os pais, estudasse e saísse da criminalidade. Com apenas 12 anos, era especialista em furto
de veículos.

 

Por que o apelido de “Barãozinho”?

 

Ganhou a alcunha dos próprios policiais, porque era um garoto inteligente,
conversava sobre diversos assuntos e gostava de andar sempre bem-vestido. Nunca
usou de violência para praticar seus furtos de veículos, e sim “a lábia” em algumas oportunidades. Conseguiu, certa vez, ludibriar funcionários de um posto de gasolina, dizendo que “seu pai” (forneceu o nome da pessoa, da empresa, o telefone) havia pedido para
ele buscar o Fiat que havia sido lavado e abastecido. Saiu tranquilo, sem que ninguém desconfiasse de nada.

 

Era audacioso: conseguiu furtar um veículo que estava estacionado em frente a uma residência e, por diversas vezes, passou em frente à delegacia de polícia, sempre em alta velocidade.
Apesar da perseguição, conseguiu escapar. Não usava armas, embora a informação era de que seria líder de uma quadrilha formada apenas por menores de idade, o que nunca se confirmou.

 

Em outra feita, ao chegar à delegacia, eu o encontrei sentado numa das salas. Havia sido detido horas antes, depois de ter fugido, pelo telhado, e ficado escondido por alguns dias. Estava cabisbaixo, olhos fixos no chão. Como o já conhecia das delegacias (à época, eu fazia diariamente o plantão policial), perguntei a ele o que tinha acontecido
para estar “daquele jeito”. Afinal, era um garoto extrovertido, gostava de conversar,
de comentar os mais diversos assuntos.

 

Falou sobre a fuga (aproveitou uma chance, segundo ele), permaneceu em Campo Grande mesmo, dormindo em varandas de alguns estabelecimentos comerciais da
periferia.

 

Disse que estava triste, porque sentia muitas saudades de seus pais. Afirmou, porém, que não gostaria de morar novamente com eles, pois “dou muito trabalho”, “muita dor de cabeça que eles não merecem”.

 

Os pais, moradores em uma  cidade do interior, haviam sido chamado pelas
autoridades, logo que “Barãozinho” começou a agir em Campo Grande. Pessoas simples, explicaram aos policiais que não conseguiam “segurá-lo” em casa, pois o filho sempre fugia. Disseram que não sabiam mais o que fazer para que mudasse a conduta, voltasse para casa e continuasse os estudos; temiam que o futuro do filho fosse “cadeia ou
morte”. As previsões se concretizaram.

 

O Correio do Estado, em sua edição de 4 de março de 1980, trouxe ampla reportagem a respeito do crime, que deixou chocados, inclusive, policiais mais experientes.

 

Um dos trechos: “O crime foi considerado pelos policiais como ‘bárbaro’ e o que é pior:
cometido contra uma criança de 12 anos”. Os pais tiveram a colaboração do prefeito, que cedeu uma ambulância para que viajassem a Campo Grande.

 

Eis outro trecho da reportagem sobre o empenho do delegado: “Inúmeras vezes esteve conversando com ‘Barãozinho’ que possivelmente estivesse inclinado a voltar a ser um menino
normal, mas isto acabou não acontecendo. Seis tiros tiraram-lhe a vida. O delegado Alair sentiu, e muito, pois constatou que o que significava muito mais para ‘Barãozinho’ era a amizade, e não a prepotência”.

 

A morte do garoto de 12 anos, assassinado de forma brutal, causou, como não poderia deixar de ser, grande repercussão na cidade, e isto levou a Secretaria de Segurança Pública a tomar providências para apuração da execução e, assim, nomeou um delegado
especial para cuidar do caso. Alair das Neves foi encarregado das investigações e recebeu o prazo de 30 dias para apresentar alguma solução. “Barãozinho” teve o corpo sepultado em Campo Grande. O crime não foi solucionado.

 

(Publicado originariamente no jornal diário Correio do Estado)

 

Ilustração: Fausto Brites