Queda de braço

Quinze dias, a partir de quarta-feira (29), foi o prazo dado pelo presidente do Tribunal de Contas, Waldir Neves, à uma comissão de deputados sobre consulta da Associação dos Municípios de Mato Grosso do Sul (Assomasul).

 

Na verdade, consulta foi o nome usado pela assessoria do TCE pois, na realidade, os prefeitos estão se queixando do excesso de multas aplicadas pela Corte e, segundo eles, até por questões de somenos.

 

Os conselheiros que receberam os parlamentares não deixaram de mandar recado para os queixosos pelo que se lê no seguinte trcho de material divulgado pela assessoria de imprensa:

 

 “(…) ‘dúvidas e até solicitações da Assomasul relativas aos critérios de julgamento das contas públicas têm sido amplamente esclarecidas em reuniões, palestras e seminários promovidos pelo trabalho preventivo e pedagógico do TCE-MS em atenção aos gestores públicos.”

 

Equivale a dizer que os esclarecimentos têm sido feitos, mas a galera (no caso, os prefeitos) ou não estão entendendo, ou não participado, ou…

 

 

Desvio de holofotes ”magoou”.

A delação de Jedeão de Oliveira continua incomodando seu primo, o juiz federal aposentado Odilon de Oliveira, candidato a Governo do Estado.

 

O jornal diário Correio do Estado, na edição desta sexta-feira (31), trouxe a informação que Odilon teria ficado contrariado porque o seu colega, o juiz federal Sérgio Moro, passou a receber todos os holofotes devido a Operação Lava Jato.

 

O leitor tire suas conclusões, se assim o desejar.

Reunião de pesos pesados

O ex-deputado Londres Machado (PSD) lançou sua candidatura ao Legislativo estadual em reunião na noite de ontem (29) em Fátima do Sul, ao lado de sua esposa, Ilda Salgado Machado, prefeita daquele município, e da filha, deputada estadual Grazielle.

 

Foram prestigiá-lo o governador Reinaldo Azambuja (PSDB), candidato à reeleição, o ex-vice-governador e ex-prefeito de Dourados, Murilo Zauith, que forma chapa tucana como postulante a vice-governador, Marcelo Miglioli, que disputa uma das vagas ao Senado, além de prefeitos, vereadores e outras lideranças.

 

 

 

 

Londres mostrou que continua com força política.

 

 

Fotos: WASHINGTON LIMA / FÁTIMA EM DIA

 

 

 

Juiz Odilon é ”julgado”

Cada vez mais difícil a situação do juiz aposentado Odilon de Oliveira, candidato pelo PDT ao Governo do Estado. As denúncias, registradas em cartório, do seu primo e ex-assessor Jedeão de Oliveira que negocia delação premiada é considerada nitroglicerina pura.

 

Acusado de desvio de dinheiro da Justiça quando assessorava o primo Odilon, Jedeão faz acusações pesadas, incluindo venda de sentenças, invenções sobre casos de ameaça e ”necessidade” extrema de ganhar holofotes chegando ao ponto de inflar números sobre bens móveis e imóveis apreendidos de integrantes do crime organizado.

 

As denúncias envolvem, ainda, os dois filhos do Odilon como intermediários nas negociações. Um deles, Odilon Junior, é vereador e candidato a deputado federal.

 

O candidato Odilon, é claro, nega tudo e afirma que se trata de ataque dos seus adversários políticos.

 

Bernal é só alegria, já outros…

O ex-prefeito de Campo Grande Alcides Bernal (PP) não foi alcançado pela ”canetada” de impugnação e é só alegria. Por enquanto continua em plena campanha eleitoral tentando conquistar uma das oito vagas de Mato Grosso do Sul na Câmara Federal.

 

O mesmo não se pode dizer do ex-governador Zeca do PT – hoje deputado federal e que sonha com cadeira do Senado – e do deputado estadual João Grandão, com olho na reeleição,  que devem estar com tremenda dor-de-cotovelo do radialista e advogado Bernal.

 

Ambos tiveram o registro de candidaturas impugnados pelo Ministério Público Eleitoral e estão, agora, na dependência da decisão do Tribunal Regional Eleitoral de Mato Grosso do Sul (TRE-MS).

 

. Zeca e João estão encrencados em rolos diferentes: o primeiro acusado de envolvimento no caso que ficou conhecido como ”Farra da Publicidade” e, o segundo, na Operação Sanguessuga quando dinheiro do Governo federal para compra de ambulâncias foi desviado.

 

Marquinhos e Levy

As críticas e o nariz torcido que tem sido ouvidas e visto pelo prefeito Marquinhos Trad devido as obras do Reviva Campo Grande, no centro da cidade, nada diferem daquelas que o então prefeito Levy Dias enfrentou, nos anos 70, quando decidiu revitalizar a Rua Y-Juca Pirama, hoje batizada de Marechal Cândido Mariano da Silva Rondon (a Cândido Mariano).

 

Levy encarou o problema: retirou as gigantescas e frondosas árvores, arrancou o calçamento de paralelepípedos e pavimentou a via.

 

Ao que se sabe, hoje não se ouve nenhuma crítica pela importância daquela rua no fluxo de veículos.